Cervejeiro – a profissão

Em um país de apaixonados por cerveja, cujo consumo sobe ano após ano, transformar a paixão em profissão é a realidade de muitos. Mas, para ser um cervejeiro profissional, é preciso de mais alguns detalhes além do amor.

O mestre cervejeiro começa a colocar a mão na massa (ou, no caso, na cerveja) desde o princípio até nos menores detalhes, como na verificação da água que está sendo usada para a produção da bebida. Ele analisa a receita, o fermento, a cozinha responsável por dar vida à receita e todos os ingredientes elaborados.

E a melhor parte? O cervejeiro prova todas as etapas, da mosturação à fermentação e, finalmente, ao produto pronto, considerando sabor, aromas, corpo e cor.

Você aprenderá a preparar o mosto, adicionar lúpulo e inocular as leveduras (o fermento) para começar o processo de fermentação, depois a maturação e o envase. Seu trabalho basicamente será:

1 – Brassagem

Aqui acontece a moagem do malte, a mosturação (o malte moído se junta à água preaquecida para transformar o amido em açúcares menores), a filtragem e a lavagem (separa-se o mosto dos grãos), a fervura (para esterilizar o mosto), a separação do trub (através do whirlpool – redemoinho feito com o movimento circular do mosto para separar as proteínas e impurezas que não seguirão para o fermentador) e a conferência do amargor.

2 – Fermentação

Depois de resfriado, inocula-se o fermento para as leveduras começarem a agir. Esse processo deve ser feito em ambiente escuro, sem oscilação de temperatura, e leva um certo tempo.

3 – Maturação

Resfriamento, clarificação, carbonatação (adição de CO² com cilindro de CO²) e pequenos ajustes finais para definir o aroma e o sabor final da cerveja.

4 – Envase

Com a cerveja já maturada, o líquido é levado para garrafas ou barris, pronto para consumo. Em alguns casos, principalmente para os homebrewers, a carbonatação é feita nessa etapa. O cervejeiro adiciona pequena quantidade de açúcar para refermentação.

Você precisará diariamente lidar com alguns ingredientes e maquinários, como a cozinha, a água, o malte, o lúpulo e as leveduras. Também será necessário ter acesso a uma receita de base ou de estudo para criar sua própria.

Se você ainda está se perguntando se vale a pena, profissionais desse segmento têm observado certa facilidade em encontrar mercado. E é uma tendência comprovada: em 2018, as microcervejarias empregaram 20% a mais do que a grande indústria.

Nessa área, as portas também estão abertas para o empreendedorismo. São muitos os cervejeiros que se arriscam em produções próprias e obtêm bons resultados. Muito disso se dá pelo estudo facilitado e pelo desenvolvimento de cozinhas cada vez mais tecnológicas e mais viáveis, tanto pelo espaço que ocupam quanto pela desenvoltura.

A dica para se tornar um bom cervejeiro é transformar a paixão em energia para os estudos e abraçar esse mercado tão promissor.

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